Animal Collective / Lux

Depois do concerto no Porto, foi a vez do Lux em Lisboa receber uma das melhores e mais criativas bandas da actualidade, os Animal Collective.

Mas a noite começou com Bradford James Cox, a voz dos Deerhunter, e que apresentou ontem à noite algumas músicas do seu projecto a solo, Atlas Sound. Bradford sofre da síndrome de Marfan, uma desordem que lhe dá o seu aspecto peculiar - muito alto e com longos membros. Mas Bradford optou no entanto por passar o concerto no chão e foi a partir daí que nos fez chegar alguns bons momentos musicais. Mas devido à natureza da sua música, algo ambiental, a actuação acabou por cansar um pouco lá mais para o meio – deveria ter apostado em temas mais fortes, que foi o que fez aliás no final do seu concerto e que deu novo ânimo ao público presente.

Depois foi a vez de Avey Tare, Panda Bear e Geologist tomarem conta do palco. Deakin não apareceu.

Os Animal Collective são uma banda fora do comum em vários aspectos, e nos concertos não são excepção. Se ter em mãos alguns dos melhores álbuns dos últimos anos parece já meio caminho andado para dar um bom concerto, os Animal Collective preferem não seguir esse caminho – mas sim fazerem do concerto um momento à parte dos álbuns que vale por si e só por si, independentemente do que já fizeram para trás.

Houve tempo para boas canções já conhecidas de todos, como a Peacebone, Fireworks, Comfy in Nautica (esta retirada de “Person Pitch”, o último álbum do Panda Bear) ou Grass para finalizar - mas, se essas canções não foram muitas, também nenhuma delas foi realmente fiel ao que pode ser ouvido em disco.

De resto, os Animal Collective levaram-nos por onde bem quiserem, por terras desconhecidas na sua maioria, mas cumprindo sempre muito bem o seu papel de anfitriões. Foi um óptimo concerto do princípio ao fim, onde os experimentalismos foram reis, e o Avey Tare mostrou ser um excelente vocalista.

Numa banda com tantas boas músicas, acaba por ser sempre difícil não poder ouvir esta e aquela, mas se eles nunca foram previsíveis ao longo da sua carreira, porque o haveriam de ser ao vivo? Foram fiéis a si mesmos. Se isso é o que o público quer, isso já é com cada um - porque um belo concerto, lá isso eles deram.

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Zé Pedro dá-nos uma pequena lição

Apesar de pouco conhecer o seu trabalho enquanto guitarrista dos Xutos & Pontapés, e não ser grande fã desta banda (embora a respeite bastante e reconheça que são uma grande banda), eu gosto muito do Zé Pedro - digo-o depois de tudo o que já li sobre ele e fui conhecendo ao longo do tempo - é das pessoas que dá gosto ouvir falar de música, e isto deve-se essencialmente a duas coisas: sabe muito (faz por isso) e fala com muito gosto, nota-se.

Aliás, no início de “Não Sou o Único”, uma biografia de Zé Pedro, escrita pela sua irmã Helena Reis, tem lá um pequeno diálogo que mostra bem isso, e que aqui transcrevo:

- Está, Zé Pedro? Lembras-te do Nuno, filho do Luís? Ele quer fazer um trabalho para a Faculdade acerca dos Sex Pistols. Tens alguns livros ou revistas que lhe emprestes?
- Ele que venha falar comigo.
- Falar contigo? Mas tu tens tempo?!
- Eu tenho SEMPRE tempo para falar de Rock’n'Roll…

Na rádio Radar, o Zé Pedro tem de momento um programa diário chamado “Zé Pedro Rock & Roll”. Todos os dias, ele escolhe uma música para passar… mas antes, fala sobre a mesma. E não tendo eu um gosto musical em tudo semelhante ao dele, posso dizer que depois de ouvir as suas palavras, sabe sempre bem ouvir a sua escolha.

No entanto ele tem um problema - falta-lhe o jeito para falar numa rádio. Baralha-se no meio das frases, às vezes dá erros sintácticos, a sua pronúncia nem sempre é a melhor, e parece que é a primeira vez que fala em público.

Mas é engraçado ver que no fim aquilo resulta na mesma. Às vezes (ou quase sempre) o gosto e vontade de se fazer algo, é realmente o mais importante. O resto tem também a sua importância, mas não deve nunca ser posto em primeiro plano - senão o fundamental (ou conteúdo) pode-se perder.

O Zé Pedro gosta muito de música e dedicou-lhe a vida, e para ele e para quem o ouve isso é que importa.

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Fraude

Como é que a imagem da Selecção Nacional é posta assim ao serviço de uma entidade privada sem que ninguém se insurja? Como é que há tanta gente a ser enganada em nome de um patriotismo (parolo) exacerbado que apenas se manifesta em questões futebolísticas? Como?

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Linda Martini / Fábrica Braço de Prata

Ontem, numa tenda da Fábrica Braço de Prata, e inseridos no festival Soundtrack!, os Linda Martini deram um belo concerto, onde não faltaram músicas bem fresquinhas do seu novo EP, “Marsupial”.

Cheios força e vontade de tocar, foi um concerto um pouco maior do que os que eu já tinha visto desta banda, por isso foi com agrado que pude ouvir canções dos seus três registos, entre elas Dá-me a Tua Melhor Faca, Este Mar, uma versão de Adeus Tristeza (original de Fernando Tordo) ou as novas A Corda do Elefante Sem Corda (que resulta bastante bem ao vivo), As Putas Dançam Slows e Sabotagem (que é dedicada aos Beastie Boys, dizem eles).

Numa tenda e palco relativamente pequenos, a proximidade do público com a banda era muita. E se o público esteve a maioria do concerto sem dar grandes sinais de vida, sendo até alvo das piadas do baterista Hélio Morais, nas duas última músicas o caso mudou de figura. Foi em Amor Combate, a música que os deu a conhecer ao mundo, que o público se soltou, acabado mesmo em A Severa (Ver de Perto), o vocalista/guitarrista André Henriques por andar a passear-se pelas mãos dos presentes

Vale sempre a pena ver um concerto dos Linda Martini, que venha o próximo.

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“Foge Foge Bandido” a 1 de Junho

Parece mentira, mas não é. O álbum a solo de Manel Cruz já tem data de lançamento definitiva: 1 de Junho. “Foge Foge Bandido” contará com 2 discos - um chamado de “O Amor Dá-me Tesão” e o outro “Não Fui Eu Que Estraguei”. Este álbum será vendido em formato livro, do qual esses dois discos farão parte.

Vale a pena visitar o seu site oficial, onde já se podem ouvir algumas músicas (que só fazem prever o melhor) e ainda ter acesso a letras, vídeos e mais algumas informações. Tudo aqui.

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Tall Firs, “Too Old to Die Young”

Apesar de existirem enquanto banda já desde 1990, os Tall Firs só em 2006 lançaram o seu primeiro álbum, através da editora de Thurston Moore, a Ecstatic Peace!. Agora, em 2008, e outra vez com o apoio da mesma editora, editam o seu segundo álbum, com o interessante e curioso título de “Too Old to Die Young”.

Quem gostou de “Trees Outside the Academy”, o último disco de Thurston Moore, não irá desgostar deste trabalho dos Tall Firs, já que as semelhanças entre ambos são óbvias. Os fãs dos Sonic Youth em geral, também têm aqui a oportunidade de ouvir a sua banda (isto é um bocado de exagero, claro) num registo menos rock.

Os Tall Firs são um bom exemplo de uma banda que não tem medo de mostrar as suas influências, e que sabe aproveitar-se delas (no bom sentido) da melhor maneira, dando-lhes ainda um toque pessoal bem interessante. Canções como a Hairdo ou a Hippies mostram que esta é uma banda que vale por si.

E assim se faz um dos grandes discos deste ano.

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Linda Martini, “Marsupial”

MarsupialAo ouvir pela primeira vez A Corda do Elefante Sem Corda na página do MySpace da banda antes do EP ter sido lançado, fiquei com medo do que pudesse aí vir - parecia menos rock, e também aqueles coros mais lá para o fim não me convenceram.

Entretanto, com o EP já disponível nas lojas, e com muitas audições em cima, posso dizer que gosto da música - não é a melhor de “Marsupial”, mas é muito boa.

A segunda música a surgir neste disco, chama-se Raposo Manhoso - e aqui os Linda Martini estão ao seu melhor nível, e fico convencido que este é mais um bom trabalho dos lisboetas. Raposo Manhoso é, ao lado Sabotagem, uma das melhores canções que se podem ouvir em “Marsupial”. Pelo meio ficam duas espécies de interlúdio - Parada e Intrusa - interessantes qb.

Para o final, a banda reserva-nos As Putas Dançam Slows, um bonita música, com uns certos ares de portugalidade aqui e ali.

Ao fim de um álbum e dois EPs, os Linda Martini só podem acreditar que estão a tornar-se numa grande banda.

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Uma sugestão para as Au Revoir Simone

Au Revoir Simone

Bem que podiam aproveitar a visita a Paredes de Coura, e darem um saltito um pouco mais a sul para repetirem o concerto do ano passado no Santiago Alquimista… não?

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Uma palavra de diferença

No cartaz do Glastonbury diz “Bilhetes ainda disponíveis”. Nos cartazes dos festivais portugueses diz “Bilhetes já disponíveis”. Como uma única palavra de diferença pode dizer tanta coisa.

Mas parece que pôr nomes de bandas errados nos próprios cartazes dos festivais não acontece só em Portugal. Senão via-se Editors em vez The Editors. Também no cartaz do Roskilde se pode ver Kaizer Cheifs em vez de Kaiser Chiefs.

Mas se eu tivesse um festival em Portugal com umas 50 linhas de bandas para ver, não me ia queixar, até podiam escrever The The Editors que eu me dava por satisfeito.

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The Cure: A primeira amostra do próximo álbum

Foi hoje lançado o primeiro de 4 singles que antecipam o lançamento do próximo álbum dos The Cure, álbum esse que ainda não tem título, mas já tem data de lançamento - 13 de Setembro.

Os singles vão ser lançados sempre a 13 de cada mês, até Setembro. Todos eles irão conter para além de uma música que fará parte do 13º álbum de originais da banda, também um lado-B, que será uma música exclusiva do single.

The Cure - The Only One

Hoje foi a vez de se ficar a conhecer The Only One e também um lado-B chamado NY Trip. A 13 de Junho será a vez de Freakshow e All Kinds of Stuff verem a luz do dia.

A partir da de The Only One, pode-se antever um álbum mais virado para a pop de um “The Head on the Door” por exemplo, do que propriamente um seguimento do som do seu último álbum, lançado em 2004. Mas nada é garantido, porque apesar de “The Cure” ser um álbum um pouco pesado em termos de ambientes, também tem uma ou outra canção ao estilo desta The Only One, por isso só resta esperar pelos próximos singles para ter uma ideia mais aproximada do que aí vem.

E independentemente do que irá soar o próximo álbum dos ingleses liderados por Robert Smith, gostei do que ouvi, e isso já é um bom sinal.

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The National / Aula Magna

Foi memorável o concerto que os The National deram no passado domingo na Aula Magna - são sem dúvida umas das melhores bandas da actualidade.

Apesar de um bom tema de abertura - Brainy - o concerto até nem começou da melhor forma devido a alguns problemas no som, que rapidamente foram resolvidos. Mas foi aí que se percebeu, que acontecesse o que acontecesse, o concerto estava ganho à partida, tal era a devoção demonstrada pelos fãs da banda, que esgostaram a sala lisboeta em poucos dias.

Baseado essencialmente nos dois últimos álbuns da banda, por este concerto passaram grandes canções como Squalor Victoria, Abel, Fake Empire, Green Gloves ou Mr. November. E foi aliás, com esta última, já no encore, que se viveu o momento alto da noite, quando Matt Berninger decidiu sair de palco e gritar em plena plateia «I won’t fuck us over, I’m Mr. November, I’m Mr. November, I won’t fuck us over» - difícil de esquecer.

O público, completamente rendido e sem problemas em mostrá-lo, também deu a sua ajuda a tornar esta noite não menos que excelente. Apesar da sala se mostrar um pouco desadequada ao concerto, as pessoas cedo largaram o conforto das cadeiras, e foi então possível ver uma plateia cheia de pessoas a dançar, a cantar, aos saltos - a fazer o que a música ia “obrigando”.

Depois de os ter visto o ano passado no festival Sudoeste, posso dizer que este concerto da Aula Magna foi em todos os aspectos muito superior. Saí cheio de vontade de os ouvir e também de os ver outra vez. Felizmente este ano ainda passam por cá mais duas vezes.

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War is Terror

A Peace Watch é uma associação que acredita que a paz mundial se constrói a partir do diálogo entre todas pessoas, ultrapassando todas as fronteiras políticas, religiosas e étnicas.

Em resposta ao ataque ao World Trade Center em Nova Iorque em Setembro de 2001, os EUA atacaram o Afeganistão - a Dinamarca apoiou e participou nessa guerra.

Peace Watch

Assim, desde 19 de Outubro de 2001, a associação Peace Watch marca presença todos os dias da semana em frente ao palácio de Christiansborg em Copenhaga, de forma a demonstrar o seu descontentamento em relação ao apoio dado pela Dinamarca a essa guerra.

Clicar aqui para ver uma imagem com mais informações tanto sobre a esta associação, bem como sobre o protesto.

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Uma Odisseia Lego

Por toda a internet existem inúmeros vídeos e imagens que conjugam o filme “2001: A Space Odyssey” e a famosa marca de blocos de construção: a Lego. É possível encontrar por aí vídeos mais ou menos elaborados e até sites a descrever a concepção dos mesmos. Num deles pode-se mesmo saber as peças exactas para construir a cena da “dawn of men” ou a nave Discovery. Como se imagina são precisas muitos Legos e ainda mais paciência.

Eu não fui tão longe e limitei-me a construir um singelo monólito de Lego, igualzinho ao da imagem.

Gente com mais jeito para os trabalhos manuais pode sempre seguir as instruções deste site e construir o seu próprio monolito.

Pelo menos fiquei a saber que não fui só eu que tive estas ideias.

 

 

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“The Slip”, o novo dos NIN

Os Nine Inch Nails têm sido um óptimo exemplo de boa adaptação às novas regras do mercado musical. Voltam a sê-lo com “The Slip”, o segundo álbum da banda lançado este ano.

“The Slip” pode ser descarregado gratuitamente na sua totalidade através do site da banda - os formatos dos ficheiros disponíveis para download são vários: high-quality MP3s, FLAC lossless, M4A apple lossless ou high definition WAVE 24/96. A música faz-se ainda acompanhar de um ficheiro em formato PDF onde se pode encontrar algum artwork deste disco - como aliás já tinha acontecido com “Ghosts I-IV”. Em Julho deste ano será a vez da versão em CD e vinil de “The Slip” ver a luz do dia.

Para além de ser gratuito, o álbum está protegido sobre uma licença Creative Common que permite a qualquer pessoa copiar, distribuir ou por exemplo remisturar o álbum.

Também se pode ler isto no seu site: «we encourage you to remix it, share it with your friends, post it on your blog, play it on your podcast, give it to strangers, etc.». É assim que a música deve ser tratada nos dias que correm.

Onde tudo se passa: http://theslip.nin.com.

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Sobre Maldoror na Culturgest

Foi um grande espectáculo que os Mão Morta deram ontem à noite na Culturgest em Lisboa - só tinha ouvido dizer bem de Maldoror, e tudo se confirmou.

Sempre com um ambiente muito negro, desde o cenário, à roupa, à música, e culminando na excelente voz de Adolfo Luxúria Canibal, que tornava as palavras de Maldoror ainda mais fortes do que já são por si só. Somos envolvidos por tudo isto, do início ao fim do espectáculo.

O Adolfo já tinha demonstrado que se sabe aproveitar bem da sua voz, e em Maldoror, mais teatral do que lhe é costume, mostrou-o outra vez.

Ao que parece, para além do CD já à venda, este espectáculo vai também ser editado em DVD mais lá para a frente, mas de qualquer forma, quem não viu Maldoror ao vivo e ainda tem essa oportunidade, não hesite.

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Um panda ao sol

E se o Panda Bear pegasse em “Person Pitch”, decidisse dar-lhe um ar mais tropical, e passasse a cantar em espanhol? Algo bem aproximado disso pode ser ouvido em “Alegranza”, o álbum de estreia do espanhol El Guincho. Este é o nome porque é conhecido Pablo Díaz-Reixa, um rapaz que vem de Barcelona e que tem vindo a conquistar fãs muito para além das fronteiras da nossa vizinha Espanha.

As comparações com “Person Pitch” são inevitáveis - os samples, as repetições e toda a onda experimental… está lá tudo. “Alegranza” no entanto distingue-se por ser bem mais festivo e solarengo que o disco do norte-americano - aqui os ritmos mais tropicais estão muito presentes. A língua em que é cantado, como já tinha referido, faz também toda a diferença.

A curiosidade criada pelo que fui lendo sobre El Guincho foi o que me levou a ouvir este álbum. Valeu bem a pena - tem músicas muito boas como Kalise, mas por outros lado há certos momentos em que todo este sol me faz alguma confusão aos olh… ouvidos.

» MySpace: http://www.myspace.com/elguincho

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À chuva ou ao luar

“Ongiara”, editado há pouco mais de um ano, é o terceiro álbum dos canadianos Great Lake Swimmers. Por de trás deste nome, existe um homem chamado Tony Dekker, e que é, ao que parece, o grande responsável pelo som desta banda. Apesar de tudo, para além de Tony Dekker e a sua guitarra acústica, os Great Lake Swimmers contam com mais quatro músicos, que dão um som mais quente e aconchegante a “Ongiara”, sem no entanto, lhe tirarem a sua simplicidade.

Este disco traz-nos 10 músicas com uma folk algo melancólica, a fazer lembrar grandes nomes como Bonnie ‘Prince’ Billy ou Mark Kozelek. Não chega ao nível de um “I See Darkness” por exemplo, mas é também um desses discos para ouvir sozinho ou acompanhado com o máximo de uma pessoa, em casa num fim-de-semana chuvoso ou numa noite ao luar - e que mais do que na música, faz-nos pensar na vida.

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Salsinha?!

O assunto é sério. Mas será possível não achar piada a ouvir Ramos-Horta a falar Inglês, e a referir-se ao líder rebelde timorense como «mister Salsinha»?

Já o nome Salsinha para um líder de um grupo armado, que quase matou o presidente, também tem muito que se lhe diga.

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Animal Collective, “Water Curses”

No ano passado, os Animal Collective lançaram “Strawberry Jam”, um álbum sobre o qual neste momento só vale a pena dizer que quem não o ouviu, devia ouvir. Como se isso não bastasse, Panda Bear editou ainda “Person Pitch”, outras das melhores coisas que se puderam ouvir no passado ano. Mas também Avey Tare teve direito a disco, e com a ajuda Kría Brekkan, construiram (ou desconstruiram?) um álbum chamado “Pullhair Rubeye”.

Como se tem vindo a provar ao longo dos anos, a criatividade parece não ter muito limites para estes quatro rapazes, e já este ano trazem até nós “Water Curses”, um belíssimo EP com quatro músicas.

A primeira delas, que é para mim o ponto mais alto deste EP, é a canção que dá nome ao disco. Water Curses segue a linha das canções mais “pop” (com muitas aspas) de “Strawberry Jam”, no entanto distancia-se até certo ponto pelo som mais abafado e uma voz mais suave - uma música muito divertida com um som algo… aquático. Com apenas 18 minutos para convencerem que este EP vale a pena, à passagem do 3º minuto já existe essa certeza.

Depois surgem Street Flash e Cowebs, duas músicas ja bem diferentes da primeira, onde os Animal Collective viajam pelos seus mundos já nossos conhecidos de “Feels”, aos quais juntam sons bem interessantes, que dão um outro ambiente a estas canções.

Por fim, em Seal Eyeing, o caso volta a mudar de figura - uma música muito calma onde a energia quase que desaparece. Chegam assim ao fim da sua pequena viagem por oceanos, rios e riachos - pelo meio viram muitas belas paisagens em mundos mais ou menos distantes. Mas estão prontos para outra aventura.

Aqui deixo o vídeo para Water Curses.

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Mais uma vez, a música do Super Mario

Se há uma coisa que a internet nos tem mostrado ao longos dos anos é que há muita gente com muito tempo livre nas mãos. E se há música que já foi recriada vezes sem conta, e das maneiras mais originais, estranhas e geeks de sempre, foi a famosa “música do Super Mario”.

Juntam-se estes dois pontos e surge este vídeo. Uns japoneses (como quase sempre) decidiram então “tocar” a tal famosa música, apenas com a ajuda de um carro telecomandado e um monte de garrafas. O resultado é interessante, como não podia deixar de ser. Interessante também era saber o trabalho que isto não deu a fazer.

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A curiosidade não matou o gato

A editar a 3 de Junho, “Velocifero” será o quarto álbum da banda de Liverpool, Ladytron. Mas para ir matando a curiosidade dos fãs, foi disponibilizada no seu site oficial, uma música de nome Black Cat, que fará parte deste “Velocifero” (capa em baixo).

Por esta amostra, pode-se esperar muito deste álbum. Black Cat é uma música bem mais negra das que se podiam ouvir, por exemplo, no seu álbum anterior, o excelente “Witching Hour” - a produção a cargo de Alessandro Cortini (mas não só), que foi teclista da banda de palco dos Nine Inch Nails, pode ser uma das explicações para isso e para o som meio industrial que se ouve. Também resultou muito bem a música ser cantada em búlgaro, país de origem de Mira Aroyo, uma das vocalistas dos Ladytron.

Disponível aqui para download gratuito (e obrigatório!). Depois, é repeat com ela.

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ASIMO de visita a Portugal

ASIMO, acrónimo de Advanced Step in Innovative Mobility, é um robô humanóide produzido pela japonesa Honda. E a propósito do Salão Internacional do Automóvel, Portugal vai ser palco da sua visita.

Em evolução desde 1986, com um modelo experimental chamado E0, só no ano 2000, recebeu o nome de ASIMO. A sua última versão data de 2005, e tem 54kg de peso e 1,30m de altura. De momento existem 46 unidades do robô produzidas.

Quanto às suas capacidades - ele anda sobre superfícies irregulares, corre, sobe escadas, transporta pesos e interage com pessoas. Também reconhece objectos em movimento, gestos, ambientes, sons e mesmo expressões faciais - isto entre outras coisas. Uma das mais espantosas, é o ASIMO conseguir reagir em tempo-real a movimentos que lhe surgem no caminho, e mesmo assim ter uma estabilidade notável.

Ao longo dos anos tem tido um aspecto cada vez mais simpático e movimentos mais naturais, de forma a se parecer cada vez mais com os humanos.

É o robô humanóide mais avançado do mundo, e pode ser visto na FIL, em Lisboa, entre 24 de Abril e 4 de Maio.

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Guillemots, “Red”

Se ao primeiro disco, os Guillemots nos tinham presenteado com um conjunto de doze canções que surpreenderam pela sua beleza, originalidade, e bonitas palavras que Fyfe Dangerfield nos ia contando/cantando, a surpresa está de volta com “Red”, o seu mais recente trabalho.

Não foi fácil definir “Through the Windowpane” – andava pela pop, pelo rock e até pelo jazz. Acontece o mesmo com “Red”, mas com uma diferença – tem ainda mais ingredientes a juntar à festa (sim, este disco é bem mais festivo que o anterior). Sobre este disco também não é nada fácil falar.

O álbum começa com Kriss Kross, uma canção muito forte, que avisa logo que este vai ser um álbum diferente do anterior, mas que apesar de tudo, não deixa antever o que se segue. À segunda música surge Big Dog, onde o lado mais pop destes “ingleses” (entre aspas, porque nesta banda há espaço para um brasileiro, uma canadiana e um escocês) se revela – aqui há lugar para a festa e até para dançar. O mesmo se passa com Get Over It, o single de apresentação de “Red”. Pelo meio já se passou por Falling Out of Reach, e já se percebeu que a soul está presente neste disco – e lá muito ao longe, quase que se ouve um pouco de R&B.

Depois de Last Kiss, o ponto mais baixo do disco na minha opinião, parece que existe um regresso ao que esta banda nos tinha habituado. E é a partir daqui que surgem as grandes canções como Cockateels, Standing on the Last Star, ou Take Me Home, a canção que finaliza o disco.

Com alguns sobressaltos pelo caminho, alguns deles causados pelo factor surpresa, chega-se ao fim com a sensação que este é um álbum que vale a pena ser escutado de novo, e ainda bem.

Os Guillemots decidiram aqui arriscar muito, mostrar um lado que tinha ficado à espreita em “Through the Windowpane”. Agora se valeu a pena ou não é outra história – há momentos muito bons, em que sabe muito bem este som mais pop e refrescante em relação ao que tinham feito anteriormente; mas por outro lado, têm vários momentos menos interessantes, coisa que não tinha acontecido no álbum anterior.

Este é sobretudo um disco que pode afastar alguns antigos fãs, e trazer muitos novos a escutar “Red” - mas mais importante que isso, foi os Guillemots confirmarem que são uma banda que, a continuar assim, tem futuro, porque gostos à parte (e aqui tem mais a ver com isso, do que com qualquer outra coisa), fizeram um bom trabalho… o sinal está verde, podem continuar.

E não vale desistir à primeira audição.

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Come on Alex, you can do it!

Franz Ferdinand confirmados para o Sudoeste!

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A descobrir: Ipsi Facto

Chamam-se Ipsi Facto e são quatro raparigas de Londres. O NME define o som delas como minimal gothic psych-tinged garage. Elucidados?

De resto, têm um single chamado “Harmonise” que já esgotou, e anda agora à solta no eBay. Não sei mais nada sobre elas - mas gostei do que ouvi no seu MySpace. Experimentem também.

» MySpace: http://www.myspace.com/ipsofactomyspace

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MGMT no Alive!

As boas notícias sucedem-se - depois dos Vampire Weekend, hoje foi a vez de ser anunciada a presença em Portugal de outra banda nova-iorquina, que tem sido também um dos grandes nomes de 2008 - falo dos MGMT.

A banda vai actuar no festival Alive!, no dia 10 de Julho, ao lado de gente como os Rage Against the Machine, The National ou Cansei de Ser Sexy. Que excelente dia!

Para quem não os conhece, pode ler o que foi escrito aqui no blog sobre sobre o seu álbum de estreia, “Oracular Spectacular” - é clicar.

Para abrir o apetite, deixo ainda o vídeo para a música Time to Pretend.

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Super Bock Super Flop?

The Arcade Fire, Bloc Party, Klaxons, Clap Your Hands Say Yeah, The Jesus and Mary Chain, LCD Soundsystem, Maxïmo Park, Interpol, TV on the Radio - foram as bandas que, entre muitas outras, fizeram parte do cartaz do SBSR do ano passado, um dos melhores cartazes que se viu nos últimos anos. Foi um festival memorável, que trouxe até nós muitas bandas excelentes, entre elas, muitas que se estrearam assim no nosso país, na altura certa.

É claro que, para o que estamos habituados foi talvez um cartaz fora do comum, no entanto, não deixa de ser normal perguntar-me agora, como foi possível passar de um cartaz desse nível para o que foi apresentado este ano.

Com as contratações de Beck, Duran Duran e Mika parece que, pelo menos o cartaz da edição lisboeta, ficou fechado. O Beck é bom, é certo; no dia 9 de Julho é capaz de haver bons nomes de metal, não digo que não. Mas e nomes grandes que sejam recentes? E bandas estreantes que façam sentido darem um concerto por cá em 2008? Logo este ano que tem sido excelente a esse nível.

Se a edição de Lisboa é má, não sei que dizer da edição portuense do festival. Há lá alguns bons nomes portugueses – mas é isso que as pessoas querem ver num festival? Esses estão cá o ano todo. Têm as novas sensações do rock mundial, os ZZ Top e os Crowded House. Ah, e as next big thing Jamiroquai e Morcheeba. E os James, esses estreantes, pelos quais os portugueses esperavam há tanto tempo.

Não sei se quem tratou dos cartazes, estava tão limitado, que não pôde fazer melhor mas duvido um bocado. De qualquer forma, é impossível não reparar na diferença abismal, em termos de bandas, entre as edições de 2007 e 2008 do festival.

E com a tal história de haver um dia sobreposto com Alive!, de que falei no post anterior, estou para ver como vai o SBSR safar-se no dia do regresso dos Rage Against the Machine ao nosso país.

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Vampire Weekend na Casa da Música!

Uma das grandes revelações deste ano de 2008, vai visitar o nosso país pela primeira vez a 30 de Maio - falo dos nova-iorquinos Vampire Weekend. O local escolhido é a Casa da Música, no Porto.

Nesse dia também passarão por lá bandas como os These New Puritans, Young Marble Giants ou Lightspeed Champion.

Parece-me que vai ser uma grande festa a norte do país!

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Beck no SBSR, mas…

Se não houvesse gente anormal à frente das promotoras portuguesas, poderia hoje ter recebido uma boa notícia, e em Julho ir ver o concerto do Beck no Super Bock Super Rock em Lisboa. Sendo assim, resta-me esperar pelo seu regresso.

É pena estas pessoas pensarem mais na concorrência que neles próprios. Se assim não fosse todos ficariam a ganhar - o público porque teria a possibilidade de ir aos dois festivais; as promotoras porque teriam mais gente nos seus festivais. Simples, não?

Volto a repetir, gente anormal.

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Ex-Ornatos sempre em grande

ornatosvioleta.jpgOs Ornatos Violeta acabaram já lá vão uns anos, mas os seus membros desde aí que se têm divido por vários novos projectos, e quase sempre com bons, ou noutros casos, excelentes resultados - exemplo disso é “Bom Dia”, o primeiro e único (até agora) álbum dos Pluto, um projecto do qual Manel Cruz e Peixe fizeram parte.

Nos últimos tempos têm surgido novidades. A primeira é a participação de Manel Cruz em “Tenaz”, uma série de trabalhos de Jorge Coelho - os duo dá pelo nome de Letras Lentas.

Também Peixe tem um novo projecto, chamado Zelig - onde entre outros, fazem parte Nicolas Tricot e António Serginho, músicos integrantes da banda de palco de Nuno Prata. Joyce e Cobrinhas, são as duas músicas que pode ser ouvidas na sua página do MySpace.

Quanto a este último, Nuno Prata, lançou-se a solo em 2006 com um excelente e extenso (contou com 19 músicas) disco chamado “Todos os Dias Fossem Estes/Outros”. Por agora, dá concertos esporadicamente, normalmente pelo Norte do país. As novidades podem ser seguidas aqui, no seu blog.

Quando ao álbum de estreia dos Supernada, que supostamente deveria ter saído em Março último, as novidades escasseiam, como já vem sendo hábito nos projectos que envolvem Manel Cruz. Também do seu projecto a solo Foge Foge Bandido pouco mais se tem sabido. O que vale é que, esta espera acabará quase com toda certeza, por valer bem a pena - quer falemos de um projecto ou de outro.

Se por acaso alguém tiver novas informações sobre os cinco ex-Ornatos Violeta, estas serão sempre bem-vindas nos comentários ao post.

Uma bela herança que esta banda nos tem deixado.

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