Depois do concerto no Porto, foi a vez do Lux em Lisboa receber uma das melhores e mais criativas bandas da actualidade, os Animal Collective.
Mas a noite começou com Bradford James Cox, a voz dos Deerhunter, e que apresentou ontem à noite algumas músicas do seu projecto a solo, Atlas Sound. Bradford sofre da síndrome de Marfan, uma desordem que lhe dá o seu aspecto peculiar - muito alto e com longos membros. Mas Bradford optou no entanto por passar o concerto no chão e foi a partir daí que nos fez chegar alguns bons momentos musicais. Mas devido à natureza da sua música, algo ambiental, a actuação acabou por cansar um pouco lá mais para o meio – deveria ter apostado em temas mais fortes, que foi o que fez aliás no final do seu concerto e que deu novo ânimo ao público presente.
Depois foi a vez de Avey Tare, Panda Bear e Geologist tomarem conta do palco. Deakin não apareceu.
Os Animal Collective são uma banda fora do comum em vários aspectos, e nos concertos não são excepção. Se ter em mãos alguns dos melhores álbuns dos últimos anos parece já meio caminho andado para dar um bom concerto, os Animal Collective preferem não seguir esse caminho – mas sim fazerem do concerto um momento à parte dos álbuns que vale por si e só por si, independentemente do que já fizeram para trás.

Houve tempo para boas canções já conhecidas de todos, como a Peacebone, Fireworks, Comfy in Nautica (esta retirada de “Person Pitch”, o último álbum do Panda Bear) ou Grass para finalizar - mas, se essas canções não foram muitas, também nenhuma delas foi realmente fiel ao que pode ser ouvido em disco.
De resto, os Animal Collective levaram-nos por onde bem quiserem, por terras desconhecidas na sua maioria, mas cumprindo sempre muito bem o seu papel de anfitriões. Foi um óptimo concerto do princípio ao fim, onde os experimentalismos foram reis, e o Avey Tare mostrou ser um excelente vocalista.

Numa banda com tantas boas músicas, acaba por ser sempre difícil não poder ouvir esta e aquela, mas se eles nunca foram previsíveis ao longo da sua carreira, porque o haveriam de ser ao vivo? Foram fiéis a si mesmos. Se isso é o que o público quer, isso já é com cada um - porque um belo concerto, lá isso eles deram.










Apesar de existirem enquanto banda já desde 1990, os
Ao ouvir pela primeira vez A Corda do Elefante Sem Corda na 

Foi memorável o concerto que os The National deram no passado domingo na Aula Magna - são sem dúvida umas das melhores bandas da actualidade.



E se o Panda Bear pegasse em “Person Pitch”, decidisse dar-lhe um ar mais tropical, e passasse a cantar em espanhol? Algo bem aproximado disso pode ser ouvido em “Alegranza”, o álbum de estreia do espanhol El Guincho. Este é o nome porque é conhecido Pablo Díaz-Reixa, um rapaz que vem de Barcelona e que tem vindo a conquistar fãs muito para além das fronteiras da nossa vizinha Espanha.
No ano passado, os Animal Collective lançaram “Strawberry Jam”, um álbum sobre o qual neste momento só vale a pena dizer que quem não o ouviu, devia ouvir. Como se isso não bastasse, Panda Bear editou ainda “Person Pitch”, outras das melhores coisas que se puderam ouvir no passado ano. Mas também Avey Tare teve direito a disco, e com a ajuda Kría Brekkan, construiram (
ASIMO, acrónimo de Advanced Step in Innovative Mobility, é um robô humanóide produzido pela japonesa Honda. E a propósito do Salão Internacional do Automóvel, Portugal vai ser palco da sua visita.




Os Ornatos Violeta acabaram já lá vão uns anos, mas os seus membros desde aí que se têm divido por vários novos projectos, e quase sempre com bons, ou noutros casos, excelentes resultados - exemplo disso é “Bom Dia”, o primeiro e único (até agora) álbum dos Pluto, um projecto do qual Manel Cruz e Peixe fizeram parte.