Marketing in Rio

robertomedina.jpgJá se tornou hábito de dois em dois anos os portugueses levarem com uma enchente de publicidade, espalhada por todos os meios de comunicação social, por causa do Rock in Rio. Parece que é o que a organização do festival precisa para tornar o mundo melhor.

Este ano infelizmente não foi excepção, e já está à venda o “Kit de Natal”. Pouco se sabe sobre quem lá vai actuar, mas isso também pouco importa, desde que não desiludam o seu público-alvo e tragam os artistas que estiveram no top nacional de vendas e com mais airplay nas “grandes” rádios portuguesas nos últimos meses. E acho que nem vale a pena fazer grandes comentários sobre este kit

Para além de os anúncios serem dos piores que por aí se vêem (então a ideia do “Eu Vou” não vejo palavras para descrever), eles começam vários meses antes do festival realmente acontecer, o que os torna ainda mais insuportáveis. Os discursos de Roberto Medina e da sua filha também deviam ser proibidos. Estão sempre entre a felicidade que o seu festival traz ao mundo (e muito mais aos seus bolsos, com certeza) e a tentativa de convencer os ouvintes da RFM, de Shakira, Alejandro Sanz, Ivete Sangalo, e a juventude que não gosta de festivais, que ir ao Rock in Rio é mesmo muito cool e que estão ajudar uma bonita causa. Em primeiro lugar, vejo maneiras muito mais inteligentes de tornar o mundo melhor, sem ter que ouvir a maioria dos seus cabeças de cartaz mais que previsíveis, e em segundo não vejo o mundo a melhorar por causa deles, aliás, durante as suas campanhas publicitárias até piora alguns pontos.

Depois, ainda há o seu slogan feito para enganar uns bons milhares de portugueses que vão adquirir o bilhete para este festival. Eles dizem ser o maior festival de música do mundo. Mas passados estes anos todos, ainda não consegui perceber em que é que eles são os maiores. No que realmente interessa num festival de música, como os número de artistas que actuam, o número de dias do festival ou mesmo, apesar de isto ser pouco relevante, o número de pessoas que lá vão, não o são de certeza. Em que são? Se o são em alguma coisa, parece-me que nada terá a ver com o que realmente interessa num festival de música… a música.

Toda a máquina e marketing montado à volta do Rock in Rio, conseguiu pôr no acto de dizer “eu vou” ou “eu fui” a grande importância de ir ao festival, e não nos reais objectivos de um festival de música, o que na minha opinião, é triste. Isto já acontece por exemplo em Inglaterra, apesar de aí, os cartazes serem realmente bons, e já se nota um pouco noutros festivais portugueses. Espero que isto não se torne ainda pior com o passar dos anos.

O Rock in Rio está cá por um mundo dos festivais pior. Disso não tenho dúvidas.

 

PS: Espero que em 2008, a criancinha que gosta muito de ir fazer discursos mais que estudados ao lado de um sino, na abertura do festival, esteja já crescida demais para essas coisas…

FPL 9000
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~ por FPL 9000 em 021207.

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