Wordsong / CCB

wordsong_ccb.jpgFoi através dos vários instrumentos e voz da banda portuguesa Wordsong, que alguns poemas de Al Berto e Fernando Pessoa foram ontem à noite interpretados e explorados no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

A primeira parte do concerto esteve a cargo de Lula Pena, artista que actuou sozinha, tendo uma guitarra como sua única colega de palco. Ofereceu ao público presente uma miscelânea de sonoridades, onde ao fado foi adicionado algum toque de música brasileira e africana, entre outras coisas. Convenceu-me, mesmo não sendo eu um apreciador desse género de música tão típicamente português.

Poucos segundos depois do fim da actuação de Lula Pena, surgiram os Wordsong em palco. Começaram o concerto com Oh Máquinas!, uma música do seu segundo álbum, “Pessoa”.

O concerto, onde se foi saltando entre canções dos dois álbuns, foi dividido em duas partes. A primeira delas, acabou com a que é talvez a sua música mais conhecida do público em geral – Opiário. No inicio da segunda parte os Wordsong entregaram-se a algum experimentalismo, oferecendo algo mais do que pode ser ouvido nos seus dois registos – um exemplo disso foi a música A Cabeça de Vidro. Apesar disso, aos poucos foram deixando esse tal experimentalismo de parte.

Les Mots, Sistema Sentimental e Uma Nova Espécie de Santo foram algumas das muitas e boas canções que puderam ser ouvidas ao longo do extenso concerto, que durou quase duas horas. Já no encore, Lula Pena ainda voltou ao palco para mais uma canção, desta vez, com a ajuda dos músicos dos Wordsong. Depois já com o vocalista Pedro d’Orey em palco, a banda tocou a última canção da noite.

Foi um bom concerto, por onde passaram vários convidados, entre eles, Tó Trips dos Dead Combo ou Flak dos Rádio Macau. Todo o concerto foi também gravado em vídeo para uma possível futura edição em DVD – caso isso aconteça, será com certeza algo de que a banda se poderá orgulhar.

Também vale a pena ainda referir o excelente trabalho de luzes e vídeo com que o público foi presenteado ao longo de todo o concerto, o que também não é novidade, já que os Wordsong são desde o seu início, um projecto multimédia que nunca se centrou apenas na música.

Para além do projecto ser por si só, original e interessante, pela forma como dão uma nova vida aos poemas destes dois poetas, ao vivo também resulta bastante bem. Entre os músicos, vocalista e área dos vídeos e luzes está tudo muito bem coordenado, sem ter havido quaisquer tipo de falhas ao longo de todo o espectáculo.

FPL 9000
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~ por FPL 9000 em 221207.

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