A Silver Mt. Zion, “13 Blues for Thirteen Moons”

13blues.jpgDesta vez, sob o nome de Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band como já tinha acontecido em 2005 com “Horses in the Sky”, esta super-banda vinda da ultimamente tão fértil cidade de Montreal no Canadá, apresenta-nos este ano o seu quinto álbum de originais, de seu nome “13 Blues for Thirteen Moons”.

Em primeiro lugar, convém referir que, apesar das dezasseis faixas que se encontram neste disco, o álbum conta apenas com quatro músicas, que como já vem sendo hábito nos trabalhos desta banda, se estendem por largos minutos.

“13 Blues for Thirteen Moons”, começa então com as tais doze faixas de feedback, que duram pouco mais de um minuto. A razão de tal ideia para começar um álbum, eu não a sei, e se calhar poucos a saberão, no entanto posso supor ou entender que seja uma espécie de um momento que os seus conterrâneos The Arcade Fire descrevem como «between the click of the light and the start of the dream». Pode também existir tristeza e revolta num sonho, não pode?

O álbum propriamente dito começa então com a fenomenal 1,000,000 Died to Make this Sound. A afirmação será verdadeira? Não – mas a força que Efrim Menuck, vocalista da banda, consegue empregar ao longo de toda a canção, quase nos faz acreditar que sim. Penso que será difícil ouvir esta música e ficar-lhe indiferente.

A força, intensidade e emoção que este banda é capaz de pôr nos instrumentos e voz continuam na música que segue. Nesta faixa homónima do álbum, existem mudanças de velocidade – ora as guitarras e bateria nos mostram do que são capazes, ora surge de novo alguma simplicidade aparente. Lá mais para o fim, o caos (propositado?) instala-se.

Em Black Waters Blowed/Engine Broke Blues dão asas a mais algum experimentalismo e a alguns momentos, onde Efrim Menuck, nos mostra o seu lado mais melódico – e mais uma vez saem-se bastante bem. Para acabar este excelente álbum, surge-nos BlindBlindBlind, música, que à medida que os minutos vão passando, vai aumentando a sua intensidade – no fim, a intensidade perde-se, as vozes exaltam-se por breves momentos e depois Efrim Menuck sussurra-nos, como para nos acordar do tal sonho.

E assim é, um álbum cheio de post-rock, guitarras distorcidas, repetição de frases até à exaustão (no bom sentido), excelentes momentos instrumentais e também experimentalismo, que muito dificilmente não será um dos melhores que este ano verá.

FPL 9000
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~ por FPL 9000 em 290108.

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