Guillemots, “Red”

Se ao primeiro disco, os Guillemots nos tinham presenteado com um conjunto de doze canções que surpreenderam pela sua beleza, originalidade, e bonitas palavras que Fyfe Dangerfield nos ia contando/cantando, a surpresa está de volta com “Red”, o seu mais recente trabalho.

Não foi fácil definir “Through the Windowpane” – andava pela pop, pelo rock e até pelo jazz. Acontece o mesmo com “Red”, mas com uma diferença – tem ainda mais ingredientes a juntar à festa (sim, este disco é bem mais festivo que o anterior). Sobre este disco também não é nada fácil falar.

O álbum começa com Kriss Kross, uma canção muito forte, que avisa logo que este vai ser um álbum diferente do anterior, mas que apesar de tudo, não deixa antever o que se segue. À segunda música surge Big Dog, onde o lado mais pop destes “ingleses” (entre aspas, porque nesta banda há espaço para um brasileiro, uma canadiana e um escocês) se revela – aqui há lugar para a festa e até para dançar. O mesmo se passa com Get Over It, o single de apresentação de “Red”. Pelo meio já se passou por Falling Out of Reach, e já se percebeu que a soul está presente neste disco – e lá muito ao longe, quase que se ouve um pouco de R&B.

Depois de Last Kiss, o ponto mais baixo do disco na minha opinião, parece que existe um regresso ao que esta banda nos tinha habituado. E é a partir daqui que surgem as grandes canções como Cockateels, Standing on the Last Star, ou Take Me Home, a canção que finaliza o disco.

Com alguns sobressaltos pelo caminho, alguns deles causados pelo factor surpresa, chega-se ao fim com a sensação que este é um álbum que vale a pena ser escutado de novo, e ainda bem.

Os Guillemots decidiram aqui arriscar muito, mostrar um lado que tinha ficado à espreita em “Through the Windowpane”. Agora se valeu a pena ou não é outra história – há momentos muito bons, em que sabe muito bem este som mais pop e refrescante em relação ao que tinham feito anteriormente; mas por outro lado, têm vários momentos menos interessantes, coisa que não tinha acontecido no álbum anterior.

Este é sobretudo um disco que pode afastar alguns antigos fãs, e trazer muitos novos a escutar “Red” – mas mais importante que isso, foi os Guillemots confirmarem que são uma banda que, a continuar assim, tem futuro, porque gostos à parte (e aqui tem mais a ver com isso, do que com qualquer outra coisa), fizeram um bom trabalho… o sinal está verde, podem continuar.

E não vale desistir à primeira audição.

FPL 9000
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~ por FPL 9000 em 110408.

2 Respostas to “Guillemots, “Red””

  1. Recebi o recado! :P Tens que me emprestar o disco completo, então! Haha!

    Hugzz!

  2. Sim, é só pedires. ;)

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