Animal Collective / Lux

Depois do concerto no Porto, foi a vez do Lux em Lisboa receber uma das melhores e mais criativas bandas da actualidade, os Animal Collective.

Mas a noite começou com Bradford James Cox, a voz dos Deerhunter, e que apresentou ontem à noite algumas músicas do seu projecto a solo, Atlas Sound. Bradford sofre da síndrome de Marfan, uma desordem que lhe dá o seu aspecto peculiar – muito alto e com longos membros. Mas Bradford optou no entanto por passar o concerto no chão e foi a partir daí que nos fez chegar alguns bons momentos musicais. Mas devido à natureza da sua música, algo ambiental, a actuação acabou por cansar um pouco lá mais para o meio – deveria ter apostado em temas mais fortes, que foi o que fez aliás no final do seu concerto e que deu novo ânimo ao público presente.

Depois foi a vez de Avey Tare, Panda Bear e Geologist tomarem conta do palco. Deakin não apareceu.

Os Animal Collective são uma banda fora do comum em vários aspectos, e nos concertos não são excepção. Se ter em mãos alguns dos melhores álbuns dos últimos anos parece já meio caminho andado para dar um bom concerto, os Animal Collective preferem não seguir esse caminho – mas sim fazerem do concerto um momento à parte dos álbuns que vale por si e só por si, independentemente do que já fizeram para trás.

Houve tempo para boas canções já conhecidas de todos, como a Peacebone, Fireworks, Comfy in Nautica (esta retirada de “Person Pitch”, o último álbum do Panda Bear) ou Grass para finalizar – mas, se essas canções não foram muitas, também nenhuma delas foi realmente fiel ao que pode ser ouvido em disco.

De resto, os Animal Collective levaram-nos por onde bem quiserem, por terras desconhecidas na sua maioria, mas cumprindo sempre muito bem o seu papel de anfitriões. Foi um óptimo concerto do princípio ao fim, onde os experimentalismos foram reis, e o Avey Tare mostrou ser um excelente vocalista.

Numa banda com tantas boas músicas, acaba por ser sempre difícil não poder ouvir esta e aquela, mas se eles nunca foram previsíveis ao longo da sua carreira, porque o haveriam de ser ao vivo? Foram fiéis a si mesmos. Se isso é o que o público quer, isso já é com cada um – porque um belo concerto, lá isso eles deram.

FPL 9000
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~ por FPL 9000 em 290508.

5 Respostas to “Animal Collective / Lux”

  1. Também foram só três no Porto. E ficaste bem mais feliz com esse concerto do que eu com o da cidade a Norte. *

  2. Olha, não gostei muito do concerto se queres saber a minha opinião. Aceito as tentativas de inovação on stage, mas já cansavam. E muito. Especialmente pq estive mesmo lá à frente e vi alguns momentos onde pareciam aflitos pq qq coisa não lhes saía como queriam. :S

    Em relação a Atlas Sound, curiosamente gostei mais que AC, talvez pela novidade e pelas expectativas do álbum, apesar de Cox não desenvolver muito ao princípio do concerto. Penso que o alinhamento escolhido também não foi feliz.

    Hugzz!

  3. kraak: então devias estar ao meu lado, que também estava à frente :P como pontos negativos é mais o que disse, se calhar se apostassem mais em músicas conhecidas do público e as tocassem da forma que as conhecemos teria resultado melhor. mas não notei isso de estarem aflitos. de qualquer forma gostei muito de os ver, ou não fossem uma das minhas bandas preferidas, e isso ajuda sempre.

    angela: não gostaste, foi?

  4. Não gostei mesmo nada!! O som era péssimo, e eles foram mesmo antipáticos. Enfim… Ainda bem que não paguei. :) *

  5. (desafiei-te :) depois passa la no blog pra veres)

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