Mais um Paredes de Coura que (bem) passou

E o festival Paredes de Coura foi o que me levou a estar fora. Não me parece que tenha havido muitos momentos realmente memoráveis, mas houve vários concertos muito bons ou excelentes. E aqui ficam umas palavrinhas sobre os que mais gostei.

Começo por quem vi pela primeira vez. Os Pains of Being Pure at Heart cumpriram – não são fenomenais ao vivo, mas as músicas soam tão bem em concerto, como em disco, e isso já é óptimo, tendo em conta que é das coisas que mais tenho ouvido nos últimos tempos. Depois foram os Horrors, a banda que mais tinha curiosidade de ver como funcionava ao vivo. Apesar do último “Primary Colours” ter sido muito bem recebido pela crítica em geral, não tinha lido opiniões muito favoráveis à banda em concerto. E não percebi porquê. O som esteve bom, têm uma boa presença, criam um excelente ambiente e não consigo apontar nenhum problema na sua actuação. Só estranhei a ausência da She Is the New Thing.

No dia seguinte vieram os Portugal. The Man. Boa surpresa. Mais uma caso em que me parece que ao vivo se fez o tal click para vir a perceber a banda. Excelentes guitarras. Adorei e agora vou redescobri-los em disco. Quanto aos Blood Red Shoes tinha boas expectativas por já ter lido boas críticas aos seus concertos. É o género de banda que possivelmente resulta melhor em espaços pequenos como o Santiago Alquimista, por exemplo, por onde passaram há uns meses, mas onde não pude estar presente. Ainda assim, a bateria e a guitarra do duo trazem-me boas recordações. A Peaches foi como esperava – uma mulher imparável, a dar um espectáculo que não destoa nem um pouco da sua imagem, música e letras. De seguida chegou Trent Reznor e os seus Nine Inch Nails. Pelas t-shirts da banda espalhadas por tantos festivaleiros ao longo dos 4 dias, diria que estes eram um dos mais esperados. O espectáculo de luzes destacou-se de qualquer um que passou pelo festival. A energia na voz de Reznor é um ponto a salientar, bem como a força que a banda transmite. Não tenho termo de comparação com passagens anteriores da banda por cá, mas apesar de Reznor querer retirar-se dos palcos, penso que não será por não se sentir em forma. Foi a maior banda que passou pelo festival, e deu um dos melhores concertos.

Do que já tinha visto saliento os concertos do Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Foge Foge Bandido e Hives. Todos eles deram excelentes espectáculos, como já tinha visto anteriormente.

Fora da música, tudo me pareceu correr bem, tirando talvez um sentimento de maior insegurança dentro do parque de campismo, coisa que nunca tinha sentido neste festival. E a chuva apareceu para não estragar a tradição, mas não chateou.

Já vi melhores cartazes, mas se para o ano Paredes de Coura mantiver o mesmo nível no cartaz e qualidade dos concertos já me dou por satisfeito.

FPL 9000
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~ por FPL 9000 em 030809.

2 Respostas to “Mais um Paredes de Coura que (bem) passou”

  1. gostei do teu texto.
    só não consigo concordar com a apreciação a The Hives, para mim a maior fraude a que assisti nos últimos anos.

    um abraço!
    também escrevi sobro o PdC2009 na gasosa. dá lá um pulo.
    fica bem,
    antónio

  2. Eu não sou grande fã deles em disco, mas ao vivo já calhou vê-los vários vezes e tenho gostado. Mas é uma banda mais para a festa/palhaçada, claro.

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