header image
 

The Cure: A primeira amostra do próximo álbum

Foi hoje lançado o primeiro de 4 singles que antecipam o lançamento do próximo álbum dos The Cure, álbum esse que ainda não tem título, mas já tem data de lançamento - 13 de Setembro.

Os singles vão ser lançados sempre a 13 de cada mês, até Setembro. Todos eles irão conter para além de uma música que fará parte do 13º álbum de originais da banda, também um lado-B, que será uma música exclusiva do single.

The Cure - The Only One

Hoje foi a vez de se ficar a conhecer The Only One e também um lado-B chamado NY Trip. A 13 de Junho será a vez de Freakshow e All Kinds of Stuff verem a luz do dia.

A partir da de The Only One, pode-se antever um álbum mais virado para a pop de um “The Head on the Door” por exemplo, do que propriamente um seguimento do som do seu último álbum, lançado em 2004. Mas nada é garantido, porque apesar de “The Cure” ser um álbum um pouco pesado em termos de ambientes, também tem uma ou outra canção ao estilo desta The Only One, por isso só resta esperar pelos próximos singles para ter uma ideia mais aproximada do que aí vem.

E independentemente do que irá soar o próximo álbum dos ingleses liderados por Robert Smith, gostei do que ouvi, e isso já é um bom sinal.

FPL 9000

The National / Aula Magna

Foi memorável o concerto que os The National deram no passado domingo na Aula Magna - são sem dúvida umas das melhores bandas da actualidade.

Apesar de um bom tema de abertura - Brainy - o concerto até nem começou da melhor forma devido a alguns problemas no som, que rapidamente foram resolvidos. Mas foi aí que se percebeu, que acontecesse o que acontecesse, o concerto estava ganho à partida, tal era a devoção demonstrada pelos fãs da banda, que esgostaram a sala lisboeta em poucos dias.

Baseado essencialmente nos dois últimos álbuns da banda, por este concerto passaram grandes canções como Squalor Victoria, Abel, Fake Empire, Green Gloves ou Mr. November. E foi aliás, com esta última, já no encore, que se viveu o momento alto da noite, quando Matt Berninger decidiu sair de palco e gritar em plena plateia «I won’t fuck us over, I’m Mr. November, I’m Mr. November, I won’t fuck us over» - difícil de esquecer.

O público, completamente rendido e sem problemas em mostrá-lo, também deu a sua ajuda a tornar esta noite não menos que excelente. Apesar da sala se mostrar um pouco desadequada ao concerto, as pessoas cedo largaram o conforto das cadeiras, e foi então possível ver uma plateia cheia de pessoas a dançar, a cantar, aos saltos - a fazer o que a música ia “obrigando”.

Depois de os ter visto o ano passado no festival Sudoeste, posso dizer que este concerto da Aula Magna foi em todos os aspectos muito superior. Saí cheio de vontade de os ouvir e também de os ver outra vez. Felizmente este ano ainda passam por cá mais duas vezes.

FPL 9000

War is Terror

A Peace Watch é uma associação que acredita que a paz mundial se constrói a partir do diálogo entre todas pessoas, ultrapassando todas as fronteiras políticas, religiosas e étnicas.

Em resposta ao ataque ao World Trade Center em Nova Iorque em Setembro de 2001, os EUA atacaram o Afeganistão - a Dinamarca apoiou e participou nessa guerra.

Peace Watch

Assim, desde 19 de Outubro de 2001, a associação Peace Watch marca presença todos os dias da semana em frente ao palácio de Christiansborg em Copenhaga, de forma a demonstrar o seu descontentamento em relação ao apoio dado pela Dinamarca a essa guerra.

Clicar aqui para ver uma imagem com mais informações tanto sobre a esta associação, bem como sobre o protesto.

FPL 9000

Uma Odisseia Lego

Por toda a internet existem inúmeros vídeos e imagens que conjugam o filme “2001: A Space Odyssey” e a famosa marca de blocos de construção: a Lego. É possível encontrar por aí vídeos mais ou menos elaborados e até sites a descrever a concepção dos mesmos. Num deles pode-se mesmo saber as peças exactas para construir a cena da “dawn of men” ou a nave Discovery. Como se imagina são precisas muitos Legos e ainda mais paciência.

Eu não fui tão longe e limitei-me a construir um singelo monólito de Lego, igualzinho ao da imagem.

Gente com mais jeito para os trabalhos manuais pode sempre seguir as instruções deste site e construir o seu próprio monolito.

Pelo menos fiquei a saber que não fui só eu que tive estas ideias.

 

 

ACG 9000

“The Slip”, o novo dos NIN

Os Nine Inch Nails têm sido um óptimo exemplo de boa adaptação às novas regras do mercado musical. Voltam a sê-lo com “The Slip”, o segundo álbum da banda lançado este ano.

“The Slip” pode ser descarregado gratuitamente na sua totalidade através do site da banda - os formatos dos ficheiros disponíveis para download são vários: high-quality MP3s, FLAC lossless, M4A apple lossless ou high definition WAVE 24/96. A música faz-se ainda acompanhar de um ficheiro em formato PDF onde se pode encontrar algum artwork deste disco - como aliás já tinha acontecido com “Ghosts I-IV”. Em Julho deste ano será a vez da versão em CD e vinil de “The Slip” ver a luz do dia.

Para além de ser gratuito, o álbum está protegido sobre uma licença Creative Common que permite a qualquer pessoa copiar, distribuir ou por exemplo remisturar o álbum.

Também se pode ler isto no seu site: «we encourage you to remix it, share it with your friends, post it on your blog, play it on your podcast, give it to strangers, etc.». É assim que a música deve ser tratada nos dias que correm.

Onde tudo se passa: http://theslip.nin.com.

FPL 9000

Sobre Maldoror na Culturgest

Foi um grande espectáculo que os Mão Morta deram ontem à noite na Culturgest em Lisboa - só tinha ouvido dizer bem de Maldoror, e tudo se confirmou.

Sempre com um ambiente muito negro, desde o cenário, à roupa, à música, e culminando na excelente voz de Adolfo Luxúria Canibal, que tornava as palavras de Maldoror ainda mais fortes do que já são por si só. Somos envolvidos por tudo isto, do início ao fim do espectáculo.

O Adolfo já tinha demonstrado que se sabe aproveitar bem da sua voz, e em Maldoror, mais teatral do que lhe é costume, mostrou-o outra vez.

Ao que parece, para além do CD já à venda, este espectáculo vai também ser editado em DVD mais lá para a frente, mas de qualquer forma, quem não viu Maldoror ao vivo e ainda tem essa oportunidade, não hesite.

FPL 9000

Um panda ao sol

E se o Panda Bear pegasse em “Person Pitch”, decidisse dar-lhe um ar mais tropical, e passasse a cantar em espanhol? Algo bem aproximado disso pode ser ouvido em “Alegranza”, o álbum de estreia do espanhol El Guincho. Este é o nome porque é conhecido Pablo Díaz-Reixa, um rapaz que vem de Barcelona e que tem vindo a conquistar fãs muito para além das fronteiras da nossa vizinha Espanha.

As comparações com “Person Pitch” são inevitáveis - os samples, as repetições e toda a onda experimental… está lá tudo. “Alegranza” no entanto distingue-se por ser bem mais festivo e solarengo que o disco do norte-americano - aqui os ritmos mais tropicais estão muito presentes. A língua em que é cantado, como já tinha referido, faz também toda a diferença.

A curiosidade criada pelo que fui lendo sobre El Guincho foi o que me levou a ouvir este álbum. Valeu bem a pena - tem músicas muito boas como Kalise, mas por outros lado há certos momentos em que todo este sol me faz alguma confusão aos olh… ouvidos.

» MySpace: http://www.myspace.com/elguincho

FPL 9000

À chuva ou ao luar

“Ongiara”, editado há pouco mais de um ano, é o terceiro álbum dos canadianos Great Lake Swimmers. Por de trás deste nome, existe um homem chamado Tony Dekker, e que é, ao que parece, o grande responsável pelo som desta banda. Apesar de tudo, para além de Tony Dekker e a sua guitarra acústica, os Great Lake Swimmers contam com mais quatro músicos, que dão um som mais quente e aconchegante a “Ongiara”, sem no entanto, lhe tirarem a sua simplicidade.

Este disco traz-nos 10 músicas com uma folk algo melancólica, a fazer lembrar grandes nomes como Bonnie ‘Prince’ Billy ou Mark Kozelek. Não chega ao nível de um “I See Darkness” por exemplo, mas é também um desses discos para ouvir sozinho ou acompanhado com o máximo de uma pessoa, em casa num fim-de-semana chuvoso ou numa noite ao luar - e que mais do que na música, faz-nos pensar na vida.

FPL 9000

Salsinha?!

O assunto é sério. Mas será possível não achar piada a ouvir Ramos-Horta a falar Inglês, e a referir-se ao líder rebelde timorense como «mister Salsinha»?

Já o nome Salsinha para um líder de um grupo armado, que quase matou o presidente, também tem muito que se lhe diga.

FPL 9000

Animal Collective, “Water Curses”

No ano passado, os Animal Collective lançaram “Strawberry Jam”, um álbum sobre o qual neste momento só vale a pena dizer que quem não o ouviu, devia ouvir. Como se isso não bastasse, Panda Bear editou ainda “Person Pitch”, outras das melhores coisas que se puderam ouvir no passado ano. Mas também Avey Tare teve direito a disco, e com a ajuda Kría Brekkan, construiram (ou desconstruiram?) um álbum chamado “Pullhair Rubeye”.

Como se tem vindo a provar ao longo dos anos, a criatividade parece não ter muito limites para estes quatro rapazes, e já este ano trazem até nós “Water Curses”, um belíssimo EP com quatro músicas.

A primeira delas, que é para mim o ponto mais alto deste EP, é a canção que dá nome ao disco. Water Curses segue a linha das canções mais “pop” (com muitas aspas) de “Strawberry Jam”, no entanto distancia-se até certo ponto pelo som mais abafado e uma voz mais suave - uma música muito divertida com um som algo… aquático. Com apenas 18 minutos para convencerem que este EP vale a pena, à passagem do 3º minuto já existe essa certeza.

Depois surgem Street Flash e Cowebs, duas músicas ja bem diferentes da primeira, onde os Animal Collective viajam pelos seus mundos já nossos conhecidos de “Feels”, aos quais juntam sons bem interessantes, que dão um outro ambiente a estas canções.

Por fim, em Seal Eyeing, o caso volta a mudar de figura - uma música muito calma onde a energia quase que desaparece. Chegam assim ao fim da sua pequena viagem por oceanos, rios e riachos - pelo meio viram muitas belas paisagens em mundos mais ou menos distantes. Mas estão prontos para outra aventura.

Aqui deixo o vídeo para Water Curses.

FPL 9000

Mais uma vez, a música do Super Mario

Se há uma coisa que a internet nos tem mostrado ao longos dos anos é que há muita gente com muito tempo livre nas mãos. E se há música que já foi recriada vezes sem conta, e das maneiras mais originais, estranhas e geeks de sempre, foi a famosa “música do Super Mario”.

Juntam-se estes dois pontos e surge este vídeo. Uns japoneses (como quase sempre) decidiram então “tocar” a tal famosa música, apenas com a ajuda de um carro telecomandado e um monte de garrafas. O resultado é interessante, como não podia deixar de ser. Interessante também era saber o trabalho que isto não deu a fazer.

FPL 9000

A curiosidade não matou o gato

A editar a 3 de Junho, “Velocifero” será o quarto álbum da banda de Liverpool, Ladytron. Mas para ir matando a curiosidade dos fãs, foi disponibilizada no seu site oficial, uma música de nome Black Cat, que fará parte deste “Velocifero” (capa em baixo).

Por esta amostra, pode-se esperar muito deste álbum. Black Cat é uma música bem mais negra das que se podiam ouvir, por exemplo, no seu álbum anterior, o excelente “Witching Hour” - a produção a cargo de Alessandro Cortini (mas não só), que foi teclista da banda de palco dos Nine Inch Nails, pode ser uma das explicações para isso e para o som meio industrial que se ouve. Também resultou muito bem a música ser cantada em búlgaro, país de origem de Mira Aroyo, uma das vocalistas dos Ladytron.

Disponível aqui para download gratuito (e obrigatório!). Depois, é repeat com ela.

FPL 9000

ASIMO de visita a Portugal

ASIMO, acrónimo de Advanced Step in Innovative Mobility, é um robô humanóide produzido pela japonesa Honda. E a propósito do Salão Internacional do Automóvel, Portugal vai ser palco da sua visita.

Em evolução desde 1986, com um modelo experimental chamado E0, só no ano 2000, recebeu o nome de ASIMO. A sua última versão data de 2005, e tem 54kg de peso e 1,30m de altura. De momento existem 46 unidades do robô produzidas.

Quanto às suas capacidades - ele anda sobre superfícies irregulares, corre, sobe escadas, transporta pesos e interage com pessoas. Também reconhece objectos em movimento, gestos, ambientes, sons e mesmo expressões faciais - isto entre outras coisas. Uma das mais espantosas, é o ASIMO conseguir reagir em tempo-real a movimentos que lhe surgem no caminho, e mesmo assim ter uma estabilidade notável.

Ao longo dos anos tem tido um aspecto cada vez mais simpático e movimentos mais naturais, de forma a se parecer cada vez mais com os humanos.

É o robô humanóide mais avançado do mundo, e pode ser visto na FIL, em Lisboa, entre 24 de Abril e 4 de Maio.

FPL 9000

Guillemots, “Red”

Se ao primeiro disco, os Guillemots nos tinham presenteado com um conjunto de doze canções que surpreenderam pela sua beleza, originalidade, e bonitas palavras que Fyfe Dangerfield nos ia contando/cantando, a surpresa está de volta com “Red”, o seu mais recente trabalho.

Não foi fácil definir “Through the Windowpane” – andava pela pop, pelo rock e até pelo jazz. Acontece o mesmo com “Red”, mas com uma diferença – tem ainda mais ingredientes a juntar à festa (sim, este disco é bem mais festivo que o anterior). Sobre este disco também não é nada fácil falar.

O álbum começa com Kriss Kross, uma canção muito forte, que avisa logo que este vai ser um álbum diferente do anterior, mas que apesar de tudo, não deixa antever o que se segue. À segunda música surge Big Dog, onde o lado mais pop destes “ingleses” (entre aspas, porque nesta banda há espaço para um brasileiro, uma canadiana e um escocês) se revela – aqui há lugar para a festa e até para dançar. O mesmo se passa com Get Over It, o single de apresentação de “Red”. Pelo meio já se passou por Falling Out of Reach, e já se percebeu que a soul está presente neste disco – e lá muito ao longe, quase que se ouve um pouco de R&B.

Depois de Last Kiss, o ponto mais baixo do disco na minha opinião, parece que existe um regresso ao que esta banda nos tinha habituado. E é a partir daqui que surgem as grandes canções como Cockateels, Standing on the Last Star, ou Take Me Home, a canção que finaliza o disco.

Com alguns sobressaltos pelo caminho, alguns deles causados pelo factor surpresa, chega-se ao fim com a sensação que este é um álbum que vale a pena ser escutado de novo, e ainda bem.

Os Guillemots decidiram aqui arriscar muito, mostrar um lado que tinha ficado à espreita em “Through the Windowpane”. Agora se valeu a pena ou não é outra história – há momentos muito bons, em que sabe muito bem este som mais pop e refrescante em relação ao que tinham feito anteriormente; mas por outro lado, têm vários momentos menos interessantes, coisa que não tinha acontecido no álbum anterior.

Este é sobretudo um disco que pode afastar alguns antigos fãs, e trazer muitos novos a escutar “Red” - mas mais importante que isso, foi os Guillemots confirmarem que são uma banda que, a continuar assim, tem futuro, porque gostos à parte (e aqui tem mais a ver com isso, do que com qualquer outra coisa), fizeram um bom trabalho… o sinal está verde, podem continuar.

E não vale desistir à primeira audição.

FPL 9000

Come on Alex, you can do it!

Franz Ferdinand confirmados para o Sudoeste!

FPL 9000

A descobrir: Ipsi Facto

Chamam-se Ipsi Facto e são quatro raparigas de Londres. O NME define o som delas como minimal gothic psych-tinged garage. Elucidados?

De resto, têm um single chamado “Harmonise” que já esgotou, e anda agora à solta no eBay. Não sei mais nada sobre elas - mas gostei do que ouvi no seu MySpace. Experimentem também.

» MySpace: http://www.myspace.com/ipsofactomyspace

FPL 9000

MGMT no Alive!

As boas notícias sucedem-se - depois dos Vampire Weekend, hoje foi a vez de ser anunciada a presença em Portugal de outra banda nova-iorquina, que tem sido também um dos grandes nomes de 2008 - falo dos MGMT.

A banda vai actuar no festival Alive!, no dia 10 de Julho, ao lado de gente como os Rage Against the Machine, The National ou Cansei de Ser Sexy. Que excelente dia!

Para quem não os conhece, pode ler o que foi escrito aqui no blog sobre sobre o seu álbum de estreia, “Oracular Spectacular” - é clicar.

Para abrir o apetite, deixo ainda o vídeo para a música Time to Pretend.

FPL 9000

Super Bock Super Flop?

The Arcade Fire, Bloc Party, Klaxons, Clap Your Hands Say Yeah, The Jesus and Mary Chain, LCD Soundsystem, Maxïmo Park, Interpol, TV on the Radio - foram as bandas que, entre muitas outras, fizeram parte do cartaz do SBSR do ano passado, um dos melhores cartazes que se viu nos últimos anos. Foi um festival memorável, que trouxe até nós muitas bandas excelentes, entre elas, muitas que se estrearam assim no nosso país, na altura certa.

É claro que, para o que estamos habituados foi talvez um cartaz fora do comum, no entanto, não deixa de ser normal perguntar-me agora, como foi possível passar de um cartaz desse nível para o que foi apresentado este ano.

Com as contratações de Beck, Duran Duran e Mika parece que, pelo menos o cartaz da edição lisboeta, ficou fechado. O Beck é bom, é certo; no dia 9 de Julho é capaz de haver bons nomes de metal, não digo que não. Mas e nomes grandes que sejam recentes? E bandas estreantes que façam sentido darem um concerto por cá em 2008? Logo este ano que tem sido excelente a esse nível.

Se a edição de Lisboa é má, não sei que dizer da edição portuense do festival. Há lá alguns bons nomes portugueses – mas é isso que as pessoas querem ver num festival? Esses estão cá o ano todo. Têm as novas sensações do rock mundial, os ZZ Top e os Crowded House. Ah, e as next big thing Jamiroquai e Morcheeba. E os James, esses estreantes, pelos quais os portugueses esperavam há tanto tempo.

Não sei se quem tratou dos cartazes, estava tão limitado, que não pôde fazer melhor mas duvido um bocado. De qualquer forma, é impossível não reparar na diferença abismal, em termos de bandas, entre as edições de 2007 e 2008 do festival.

E com a tal história de haver um dia sobreposto com Alive!, de que falei no post anterior, estou para ver como vai o SBSR safar-se no dia do regresso dos Rage Against the Machine ao nosso país.

FPL 9000

Vampire Weekend na Casa da Música!

Uma das grandes revelações deste ano de 2008, vai visitar o nosso país pela primeira vez a 30 de Maio - falo dos nova-iorquinos Vampire Weekend. O local escolhido é a Casa da Música, no Porto.

Nesse dia também passarão por lá bandas como os These New Puritans, Young Marble Giants ou Lightspeed Champion.

Parece-me que vai ser uma grande festa a norte do país!

FPL 9000

Beck no SBSR, mas…

Se não houvesse gente anormal à frente das promotoras portuguesas, poderia hoje ter recebido uma boa notícia, e em Julho ir ver o concerto do Beck no Super Bock Super Rock em Lisboa. Sendo assim, resta-me esperar pelo seu regresso.

É pena estas pessoas pensarem mais na concorrência que neles próprios. Se assim não fosse todos ficariam a ganhar - o público porque teria a possibilidade de ir aos dois festivais; as promotoras porque teriam mais gente nos seus festivais. Simples, não?

Volto a repetir, gente anormal.

FPL 9000

Ex-Ornatos sempre em grande

ornatosvioleta.jpgOs Ornatos Violeta acabaram já lá vão uns anos, mas os seus membros desde aí que se têm divido por vários novos projectos, e quase sempre com bons, ou noutros casos, excelentes resultados - exemplo disso é “Bom Dia”, o primeiro e único (até agora) álbum dos Pluto, um projecto do qual Manel Cruz e Peixe fizeram parte.

Nos últimos tempos têm surgido novidades. A primeira é a participação de Manel Cruz em “Tenaz”, uma série de trabalhos de Jorge Coelho - os duo dá pelo nome de Letras Lentas.

Também Peixe tem um novo projecto, chamado Zelig - onde entre outros, fazem parte Nicolas Tricot e António Serginho, músicos integrantes da banda de palco de Nuno Prata. Joyce e Cobrinhas, são as duas músicas que pode ser ouvidas na sua página do MySpace.

Quanto a este último, Nuno Prata, lançou-se a solo em 2006 com um excelente e extenso (contou com 19 músicas) disco chamado “Todos os Dias Fossem Estes/Outros”. Por agora, dá concertos esporadicamente, normalmente pelo Norte do país. As novidades podem ser seguidas aqui, no seu blog.

Quando ao álbum de estreia dos Supernada, que supostamente deveria ter saído em Março último, as novidades escasseiam, como já vem sendo hábito nos projectos que envolvem Manel Cruz. Também do seu projecto a solo Foge Foge Bandido pouco mais se tem sabido. O que vale é que, esta espera acabará quase com toda certeza, por valer bem a pena - quer falemos de um projecto ou de outro.

Se por acaso alguém tiver novas informações sobre os cinco ex-Ornatos Violeta, estas serão sempre bem-vindas nos comentários ao post.

Uma bela herança que esta banda nos tem deixado.

FPL 9000

Atlas Sound na primeira parte de Animal Collective

atlassound.png

Atlas Sound, o projecto a solo do vocalista dos norte-americanos Deerhunter, vai actuar na primeira parte do concerto dos Animal Collective no Lux, em Lisboa.

Depois de dois EPs, o músico lançou já este ano o seu álbum de estreia, com o nome algo extenso de “Let the Blind Lead Those Who Can See but Cannot Feel”. Para quem não conhece, pode-se dizer que este disco se passeia entre a música ambiente e a experimental.

Ainda em relação ao concerto, o preço dos bilhetes já é conhecido - 20€.

» MySpace: http://www.myspace.com/bradfordcox

FPL 9000

Concertos@Vendidus

Os festivais de Verão têm vindo a tornar-se ao longo dos últimos anos, lugares muito apetecíveis para as empresas fazerem chegar a sua mensagem a um público bem determinado. Nada de extraordinário - em primeiro lugar porque elas sabem exactamente ao tipo de público a que estão a chegar, e em segundo, porque não há nada como associar os seus produtos e marcas a alguns dos melhores momentos da vida de muitos jovens.

No entanto parecem não existir quaisquer tipo de preocupações ou restrições por parte das promotoras em relação à publicidade que se faz nos seus festivais - quer ao nível da agressividade, bem como dos meios utilizados para fazerem passar a sua mensagem. Desde que os lucros aumentem, o público fica para segundo plano.

Assim, têm-se os festivais com dezenas de tendas, com cada uma a querer dar o seu “concerto”. Os outdoors humanos passeiam pelo festival, vestidos a rigor com a t-shirt, lenço, etc., onde o precioso logótipo da empresa responsável por tais ofertas, está sempre presente. Se um patrocinador se lembrar de oferecer aviões de papel, andará tudo a mandar aviões de papel para o ar - nem que isso traga desvantagens para quem quer assistir ao espectáculo em condições. Bastante desagradável também, são os anúncios entre os concertos - demasiado alto, repetitivos, cansativos e totalmente inúteis (para o espectador, claro). Só o festival Paredes de Coura se tem mantido um pouco fora deste esquema - esperemos que este ano, a organização conjunta com uma nova promotora, não lhe faça mal.

Mas como se tudo isto não bastasse, parece que agora uma certa operadora móvel, não satisfeita com o bombardeamento de publicidade que tem feito nos últimos tempos, decidiu “apoiar” alguns concertos por esse Portugal fora. Anúncios projectados dentro e fora da sala de espectáculos, bolas gigantes, passadeiras cor-de-laranja, um monte de lixo oferecido por meninos e meninas bonitas (como convém), são o que se pode esperar num destes concerto. Por fim, quando é altura de pegar no carro e ir embora, ainda temos NÓS que tirar o balão que suas excelências se lembraram de colocar no limpa pára-brisas. Se isto não é abusar das pessoas e uma falta de respeito, não sei o que é.

E o público o que ganha com isto? Simples - não ganha nada. Ainda podia jogar a seu favor, caso o preço dos bilhetes descesse, no entanto pensar isto, seria ingénuo. Só os lucros aumentam.

Se este género de estratégias continuar, ir simplesmente a um concerto, vai ser coisa do passado dentro de pouco tempo. Ir a um concerto, vai ser também ir a uma feira montada à sua volta, onde será impossível escapar à agressividade da publicidade. Chega a ser realmente estranho e algo perturbador, ver alguns artistas associados a este tipo de coisas.

Onde está o sentido de eu pagar um bilhete, e estar contra a minha vontade a alimentar este género de esquemas? Porque é que tenho de pagar para ver empresas a tentarem convencer-me a “patrocina-los”? E se é assim que eles querem funcionar, não seria mais justo os bilhetes baixarem consideravelmente o seu preço?

FPL 9000

Rita Redshoes, “Golden Era”

golden_era.jpgÉ português, é cantado em inglês, é pop, é muito acessível, vende bem, e passa nas rádios mais mainstream. Aqui estão seis particularidades que podem perfeitamente ser associadas a muitos dos piores discos que vivem frequentemente nos topes (de vendas, airplay, etc) nacionais. Mas de vez em quando, surge algo que surpreende pela positiva - foi o que aconteceu com “Golden Era”, o álbum de estreia de Rita Redshoes e o álbum de que falo.

Com uma carreira musical com já alguns anos - passou pelos Atomic Bees, e é (era?) teclista da banda de David Fonseca, Rita tem agora talvez o seu momento mais alto da carreira. Dream on Girl, o primeiro single retirado de “Golden Era” é uma boa canção sem grandes pretensiosismos, que acabou por ser bem sucedida e levar Rita Redshoes a actuar em vários palcos nacionais – e pelas duas vezes que a vi, posso dizer que se tem saído bem.

Quanto a “Golden Era”, é um álbum para ouvir sem preconceitos. Não é o melhor álbum de sempre, lógico; tem uma ou outra canção que podia bem ser dispensada, mas nada que envergonhe; em compensação tem também canções como The Beginning Song, Hey Tom ou Your Waltz que lhe dão um grande brilho.

O álbum é simples do princípio ao fim, cheio de agradáveis melodias, e as comparações com songwriters norte-americanas de que tem sido alvo, são admissíveis… mas com a devida distância (nem só por más razões). O seu fascínio pelo fantástico e pelo mundo criado em “O Feiticeiro de Oz”, inspirou o nome artístico e/ou alter-ego Rita Redshoes. Esta estará com certeza a viver um bonito sonho neste momento – e depois de ouvir “Golden Era”, pode-se dizer que é merecido.

» MySpace: http://www.myspace.com/ritaredshoes

FPL 9000

Foals, “Antidotes”

antidotes.jpgSe em 2007 os Battles nos ofereceram um dos melhores álbuns do ano, com o seu fantástico “Mirrored”, este ano, e já deste lado do Atlântico, os Foals prometem-nos o mesmo - é de “Antidotes” que falo. A razão de meter os Battles ao barulho é simples: as semelhanças entre as bandas estão muito presentes em “Antidotes”, para isso basta ouvir a bateria a fazer das suas, sensivelmente a meio de Heavy Water.

Apesar de tudo, se em “Mirrored” o math-rock estava presente em cada segundo do disco, “Antidotes” está bem longe disso. Ao math-rock, os Foals conseguiram misturar bastante da sonoridade vinda desta onda de bandas britânicas que têm surgindo ultimamente - electrónica a pedir para ser dançada e ainda uma voz ao bom estilo das referidas bandas. Um monte de influências que bem misturadas deram este excelente resultado.

“Antidotes” começa com The French Open, onde passada uma pequena introdução os Foals mostram logo do que o álbum é feito. Cheios de energia partem sem grandes cerimónias para uma das melhores canções que este ano já ouviu - Cassius, o segundo single retirado deste disco. Boa escolha, Cassius é realmente cativante.

E por aí segue o álbum, com uma boa quantidade de excelentes canções - em Balloons existe um voz a puxar o post-punk dos Gang of Four e companhia; Two Steps, Twice começa com uma certa pressa… também não é para menos - depois de se ouvir as frases-refrão «that’s one step, one step, two step/that’s two steps, two steps, speed bikes» um bom número de vezes, percebe-se a tal vontade de lá chegar - uma das melhores faixas de “Antidotes”.

Com um som muito actual, que pode ser comparado a dezenas de novos projectos, os Foals conseguiram, no entanto, fazer um álbum bem refrescante, algo que também os Vampire Weekend, por exemplo, fizeram este ano, com bons resultados.

» MySpace: http://www.myspace.com/foals

FPL 9000

Shout Out Louds / Aula Magna

Tudo aconteceu ao contrário no concerto de ontem à noite que trouxe os suecos Shout Out Louds à Aula Magna em Lisboa.

Começou com um despropositado espectáculo de stand-up comedy com o Bruno Nogueira - mas o rapaz não teve culpa e fez um excelente trabalho, onde (in)felizmente aconteceram alguns dos melhores momentos da noite. Grande Bruno.

ritaredshoes_am.jpgO segundo acto da noite coube à nova descoberta da música portuguesa, Rita Redshoes. Ela e a sua banda deram a conhecer o seu recente álbum de estreia. Depois de várias canções bastante bem apresentadas de “Golden Era” que culminaram com Hey Tom, e ainda de ficarmos a saber que um dos concertos da sua vida foi um concerto dos dEUS precisamente naquela sala, Rita e companhia sairam de palco para depois voltarem, desta vez com uma versão de Lonesome Town, uma música do norte-americano Ricky Nelson. Bonita forma de acabar este concerto que só teve como ponto negativo o som, que poderia ter estado um pouco melhor.

shoutoutlouds_am.jpgPor fim, surgem os Shout Out Louds em palco. A primeira coisa a apontar ao concerto foi o som - culpa ou não da banda, o som esteve péssimo ao longo de todo o espectáculo - demasiado alto, distorcido e cheio de falhas. É certo que os instrumentos deles ficaram retidos em Milão (bem como as t-shirts para vender, coitados), mas isto não desculpabiliza, na totalidade, as falhas que houve. A juntar a isto, os Shout Out Louds são uma banda que consegue sem dúvida criar bons momentos em palco (há que ser justo), mas têm o problema da maioria das suas músicas não passarem do mesmo. Depois foi ver a loucura generalizada quando foi tocada a já tão conhecida dos portugueses Tonight I Have To Leave It, o que por si só mostrou a razão de muita gente estar ontem presente naquela sala e também dos efeitos já sabidos de ter uma música num anúncio televisivo de uma operadora móvel. Foi um concerto repetitivo que falhou por completo do ponto de vista técnico e que tirando um momento aqui e ali, só terá agradado a um ou outro fã mais fervoroso (havia-os). A postura da banda - pouco comunicativa e sem mostrar nenhum entusiasmo a tocar - não ajudou em nada a melhorar os pontos negativos acima referidos.

Foi portanto uma noite onde os artistas portugueses se sairam bastante bem, e onde, por pouco, que o suecos mais valia terem ficado retidos com as malas em Milão.

FPL 9000

Uma pequena amostra dos Fleet Foxes

Hoje deixo aqui uma pequena sugestão: White Winter Hymnal. Falo de uma das músicas que mais gostei dos últimos tempos - muito bem-disposta e altamente viciante. Quem está por de trás dela são os norte-americanos Fleet Foxes. De resto, este ano a banda já editou um bom EP chamado “Sun Giant”, e irá lançar em inícios de Junho um álbum homónimo à banda, de onde é aliás, retirada esta excelente música.

» Fleet Foxes - White Winter Hymnal

FPL 9000

Arthur C. Clarke (1917 - ∞)

arthurcclarke.jpg

Arthur C. Clarke contribuiu de inúmeras formas para a divulgação e avanço da ciência.

O seu trabalho na ficção cientifica inspirou o filme “2001: Odisseia no Espaço”, baseado na sua obra “The Sentinel” (194 8) e reescrita pela altura da realização do filme já com o título “2001: Odisseia no Espaço”.

Arthur C. Clarke escreveu no entanto, ao longo da sua vida, dezenas de livros com bastante relevância. Era um apaixonado pela astronomia e pela ideia de haver vida inteligente fora do planeta Terra. No seu 90º aniversário, Arthur, afirmou o desejo de um dia falar ao telefone um extra-terrestre. Ao que se sabe, tal não foi possível.

Para além da ficção, Arthur, foi um visionário, estruturando o conceito de satélites geo-estacionários de comunicações. Foi também num livro de sua autoria chamado “Extra-Terrestrial Relays - Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?”, que a órbita de aproximadamente 36,000 km à volta da linha do equador que hoje os satélites usam, ganhou popularidade, sendo baptizada como Órbita de Clarke, em sua homenagem. Outra “profecia” de Arthur, foi a chegada do Homem à Lua antes do ano 2000, as viagens espaciais e a importância dos computadores na vida quotidiana. Afirmou ainda que “nos próximos 50 anos, milhares de pessoas viajarão para a órbita da Terra, e depois para a Lua e para lá dela. Um dia, as viagens espaciais e o turismo espacial tornar-se-ão quase tão comuns como as viagens para destinos exóticos no nosso planeta”.

Foram muitas as homenagens que Arthur C. Clarke foi recebendo ao longo dos anos, algumas delas curiosas, exemplo disso são um asteróide foi chamado de 4923 Clarke e um dinossauro descoberto na Austrália, foi chamado de Serendipaceratops Arthurcclarkei - aliás, foi ainda em miúdo e com os dinossauros que Arthur se começou a interessar pela ciência.

Arthur C. Clarke também ficou conhecido pela sua preocupação em relação ao meio ambiente e o seu cepticismo em relação à religião. Na comunicação do seu 90º aniversário, desejou que a humanidade “se liberte da sua actual dependência do petróleo e adopte fontes de energia limpas”.

Arthur, partiu ontem com “noventa órbitas em volta do sol”.

starchild2001.jpg

Um homem que será merecidamente recordado por muito tempo, que nos deixou uma vasta e importante obra.

FPL 9000 & ACG 9000

Mas porquê?

Que os Napalm Death são uma banda de grindcore britântica é algo que desconhecia até à descoberta do que se segue. Ao que parece esta banda lançou “Scum”, o seu primeiro álbum, em 1987. E nesse mesmo álbum existe um música chamada You Suffer, que é, nada mais nada menos, que a mais pequena música alguma vez gravada, isto segundo o livros do recordes Guinness - a sua duração é de 1,316 segundos.

Já o ano passado, em 2007, para comemorar os 20 anos do lançamento de “Scum”, a banda decidiu lançar dois vídeos - um para a música The Kill, com uns estrondosos 25 segundos, e depois outro para a tal You Suffer, vídeo esse que apesar dos seus 2 segundos de duração, bateu o recorde de vídeo musical mais pequeno de sempre (o anterior recorde tinha sido batido em 2001, e pertencia aos Brutal Truth com a música Collateral Damage, e pode ser visto aqui).

Deixo então aqui o vídeo da You Suffer. Ah, a letra da música resume-se a “You suffer, but why?” - isto só para os que têm um ouvido mais destreinado e não conseguem perceber.

Gosto do vídeo - porquê não sei.

FPL 9000

¡Forward, Russia!, “Life Processes”

life_processes.jpg“Life Processes” é o segundo álbum dos ¡Forward, Russia!, banda que vem da cidade inglesa de Leeds. Entre outras coisas, a ideia de todas as músicas terem um número como nome, ficou para trás.

Em relação a “Give me a Wall” de 2006, este álbum diferencia-se sobretudo por ser bem menos dançável e também se afastar um pouco daquela sonoridade algo punk que se fazia ouvir nessa altura. Aqui, os ¡Forward, Russia! seguem outro caminho - é um álbum muito muito menos frenético que o anterior, onde o vocalista, Tom Woodhead, deixou os gritos praticamente de lado. Agora surge uma voz muito mais melódica, que faz em não raros momentos lembrar, o estilo adoptado por Kele Okereke (dos Bloc Party) em “A Weekend in the City” - mas com um resultado menos animador. Não que este “Life Processes” seja um mau álbum, já que canções como a We Are Grey Matter não o permitem, mas com o passar das músicas, a voz de Tom Woodhead torna-se um pouco repetitiva, sendo este o maior problema deste regresso dos ¡Forward, Russia!.

No entanto, para quem gostou de “Give Me a Wall”, este não será de todo uma desilusão - o risco valeu a pena. Virar o disco e tocar o mesmo é que nem sempre dá bom resultado.

FPL 9000