Lisboa, 25 de Maio – São Jorge
Apesar de já o acompanhar desde o “The Mysterious Production of Eggs”, nunca o Andrew Bird me tinha conquistado da forma como está a acontecer com o fantástico “Noble Beast”. Daí a minha expectativa para o ver ao vivo fosse maior do que nunca.
O concerto foi lindíssimo. Sozinho em palco, de meias, com um andar e cabelo como se tivesse acabado de acordar. Ar envergonhado. Foi assim que Andrew Bird se apresentou e foi construindo através de vários loops as bonitas canções que tem composto ao longo dos últimos anos, como a Sovay, A Nervous Tic Motion of the Head to the Left, ou as mais recentes Oh No e Natural Disasters. Para isso, a sua voz (que na minha opinião se sobressai ao vivo) foi acompanhada por um violino, uma guitarra, um metalofone, e como não poderia deixar ser, pelos seus tão característicos assobios.
Depois de dois encores pedidos entusiasticamente pelo público em pé, o concerto acabou comigo a pensar que este poderia ter sido maior. Depois olhei para o relógio (que também faz chamadas) e afinal tinham passado quase 2 horas. Isto é bom sinal.
FPL 9000
Braga, 26 de Maio – Theatro Circo
Dois anos depois de ter pisado pela primeira vez o palco do Theatro Circo (em Braga), Andrew Bird voltou a esta casa, quase completa, para mais um concerto.
A solo, Andrew Bird, teve de se desdobrar pelos múltiplos instrumentos que preenchiam a parte central do palco. Talvez por este motivo a parte inicial do concerto tenha sido algo atabalhoada. A transição entre os instrumentos poderia ser menos abrupta e mais harmoniosa caso Andrew tivesse alguns companheiros de palco.
É notório o esforço para que as músicas adquiram uma nova dimensão em palco e sejam diferentes do álbum, o vai tornando os concertos sempre diferentes. Assistiu-se à transfiguração de A Nervous Tic Motion of the Head to the Left, Plasticities, Dark Matter (uma mistura com uma versão anterior da canção) e da velhinha Why? dos tempos do projecto Andrew Bird’s Bowl of Fire e que Andrew vem tocando em concertos há já 7 anos. Já Masterfade e as novas Oh No, Natural Disasters tiveram direito a uma versão mais fiel.
Sempre com explicações bastante elucidativas sobre as músicas Andrew Bird foi bastante comunicativo e simpático com o público. Durante as músicas o destaque foi dado à voz, ao violino e claro, ao invulgar assobio.
O concerto finalizou, após cerca de 2 horas, com uma animada Tables and Chairs e um aplauso em pé do público presente.
Sem dúvida um bom concerto, pelas mãos de um grande músico e criador de canções.
ACG 9000